Biopetróleo

  Petróleo renovado que absorve o dióxido de carbono (CO2), este é o bio petróleo que já é uma realidade.
Em um momento em que os industriais buscam soluções criativas como alternativas para o petróleo, a ideia é reproduzir e acelerar um processo que durou milhões de anos e permitiu a produção de petróleo fóssil.

Pesquisadores franceses e espanhóis da pequena empresa Bio Fuel Systems (BFS) desenvolvem há cinco anos este projeto, ainda experimental. O projeto simula as condições que havia há milhões de anos, quando o fitoplâncton transformou-se em petróleo. Dessa forma, é possível ter um petróleo equivalente ao petróleo atual.

O bio petróleo tem a cor verde das algas, contém centenas de milhões de seres unicelulares por mililitro cúbico e demorou vários anos a encontrar a fórmula científica para o cultivar num meio artificial. Por trás deste futuro biocombustível estão os departamentos de Biotecnologia, Engenharia Química e Ciências do Mar das Universidades de Alicante e Valência.

Os seus pais são o professor de Biotecnologia da Universidade de Alicante, Cristian Gomis e o engenheiro de Termodinâmica, Bernard Stroïazzo. A pesquisa deste último de um sistema que acelerasse o ciclo vital da fotossíntese de forma a que as células marinhas absorvam o dióxido de carbono e libertem oxigênio, cresçam e se reproduzam, encontrou a resposta no biólogo marítimo Gomis.

Nestes anos selecionaram-se uma trintena de famílias de algas que foram alimentadas com luz solar, CO2 e um pouco de fósforo e nitrogênio. O resultado destas condições artificiais ideais, sem mudanças drásticas de temperaturas, nem correntes, nem predadores, traduziu-se na aceleração dos seus processos vitais e reprodutivos. Se no meio marítimo a sua concentração é de 300:1 por mililitro cúbico, no sistema BFS chega aos 200 milhões

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